quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Solidez

Existem coisas tristes. Muito tristes. Por que sentir tristeza quando se perde alguém, quando algo dá errado ou simplesmente não compreendemos o sentido de estar aqui? Uma dor que aperta lá dentro e não passa, por nada desse mundo. Instala-se no peito, como algo que aperta, esmaga, destroça. Acaba com o riso, com a vontade de respirar...Mas mesmo assim continua-se respirando.

Dormindo, acordando, vivendo.

O vazio espanca sempre que se fecha os olhos pra dormir. E quando o sono derruba a angústia desperta.

Mas dorme-se, acorda-se, vive-se, Um viver apagado, empurrado, mas não acabado.

A dor passa, ou ameniza. Dá se tempo ao sentimento. As vezes se guarda, mas está ali. Não mais latente.
Apenas guardado na gaveta da memória.

Anos depois, ela continua engavetada, porém outras lembranças a transformam. E isso é o aprender.

A dor serve pra continuar, pra resgatar a esperança de algum lugar no fundo, bem no fundo. É a crença, a fé de que se deve continuar.

Transformar a vida numa luta diária e conceituar a perda, encontrar sentido ao sentimento. Compreender o incompreensível. E transformar os anos passados na terra em algo sólido. A lembrança!





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Poderia ser meio burro...mas estão todos totalmente cheio de opiniões

Existem várias atitudes ou falta delas que podem gerar uma reação. Formar uma opinião sobre um fato ou outro leva tempo. É necessário pesquisar, ler, procurar várias fontes. Tentar encontrar a oposição. Porém com a informação na velocidade atual, como ir além do google? Quer saber de alguma coisa? Wikipédia.

O problema é que todos acham que sabem demais. Estão todos conceituando o mundo, a maior fantasia em cima do preconceito. Porque simplesmente não se têm dados, apenas uma rápida pesquisa virtual. Que raramente passa do terceiro clique. 

Hoje eu assisti algumas ações publicitárias que foram os maiores desastres das marcas nas mídias sociais em 2012, vou usar isso como ilustração mais tarde. Poderia usar algumas coisas que vejo no meu dia a dia, tanto na vida real como na virtual (tem gente que ainda as separa). Também poderia usar exemplos clássicos, como o do ídolo nacional que faleceu algumas horas atrás. Mas o meu objetivo não está centralizado na ação em si, mas no que tem gerado esse comportamento.

Eu sei que temos a massa, sempre teve. Porém os idiotas eram idiotas, e os gênios eram gênios. Os idiotas se limitavam ao seu papel sem tentar transmitir opiniões. Eles sabiam que não as tinham. Mas agora eles tem o google, o facebook...sei lá mais o que. E em suas mãos. Alguém pergunta pra você o que é azul, e se você não sabe, a sugestão mais lógica é que vá buscar no google. Antigamente quando não se sabia de algo, perguntávamos. A resposta poderia ser um simples: -é uma cor...como poderia vir com alguma opinião camuflada, ou não. Caso fosse uma questão mais elaborada, poderia ser feita uma pesquisa. Perguntar pra várias pessoas e escutar o que o outro tem a falar sobre tal assunto. Assim, com várias opiniões e informações, quem sabe poderia se formar uma opinião, um conceito do assunto. Quem sabe. Mas as vezes era só pra se informar.

Agora não há necessidade de se perguntar nada pra ninguém. Todos tem um google nas mãos, está no bolso ou na sua tela. E assim como os idiotas só liam as manchetes e o lead com muito esforço, agora não passam da segunda página. Basta ler as opiniões dos que leram as opiniões. Para que ler o texto?
E isso pode ser um dos fatores que gerou a essa geração de idiotas que acreditam ter opiniões. Na verdade só tem opiniões e mais opiniões e a mais pura verdade reinando em seus egos. Como aprender se já sabemos tudo? Ecoitado daquele que tiver uma atitude diferenciada. Que saia do eu sou contra, eu sou a favor...ninguém entende. Simplesmente passa batido.

Pois bem, voltando na história dos desastres. Não se pode mais fazer uma brincadeira, uma ironia  Temos que saber as palavras que são politicamente corretas e tomar o maior cuidado com as atitudes aparentes. Por mais que se tenha boa intenção, ou nenhuma,  (aposto que quando se tem uma má é tão bem feito que ninguém percebe) já se acredita fielmente que isso ou aquilo pode levar alguém a ficar traumatizado ou a ter um comportamento compulsivo. Caso um homem abrace uma mulher por trás e junto tenha uma frase irônica, com uma careta engraçada, isso estará influenciando que homens possam acreditar que estuprar mulheres é certo. Ou então que cinco chocolates em forma de flor transmita algo relacionado a drogas.

Não tenho nada a favor dessas propagandas, nem contra. Na verdade o que eu não consigo compreender, é como todo mundo é burro. Assumiram a posição de reféns da mídia. Realmente uma propaganda tem o poder de influenciar. E em vez de simplesmente não olhar, ignorar,  é o contrário. Fortifica-se comentado no final do ano como as dez mais mais!

Várias vezes já vi mensagem falando pra não acessar tal perfil porque é de pedófilo, acho que até já proibiram de passar esse tipo de mensagem. Mas isso demonstra bem esse tipo de força contrária. Agora gostaria de ser teórica pra citar alguém pra demonstrar, sei que isso que falei é um tema antigo e tem conceito gerado, mas eu conheço minha posição nesse mundo, sou humilde o suficiente pra dizer que não me lembro de nenhum por que essa não é minha praia. Sei que existe. Depois até pergunto pro meu amado marido que sempre tem alguma coisa inteligente pra acrescentar aos complôs da minha alma. Mas já são quase duas, eu ainda preciso terminar um trabalho...Mas acho que vocês entenderam. Caso eu tenha tempo, amanhã eu escrevo mais sobre o assunto!!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E um viva pra mentira!


Conhecem aquela expressão "O sistema tá certo e é você quem está errado"? Pois bem, tenho pensado muito nessa máxima, que diz estar correto eu mentir, enganar, me dar bem, consumir, dar a vida em prol de uma, duas...sei lá quantas empresas, criar fidelidade e acreditar numa beleza inexistente. A mentira institucionalizada. É incrível como a falsidade é aceita. 

As vezes eu sinto como se estivesse louca, sei lá, com picos de alucinação mesmo...eu vi, sei que vi...mas tenho que fazer de conta que não. Uma questão de educação? Ou discrição? Não, é uma questão de mentira! 

Passam a vida toda falando pra uma criança que ela deve falar a verdade. Pra que? Pra que falar da verdade se tudo que vivemos é uma mentira? 

Então que mintamos todos de uma vez e aceitemos isso como a grande verdade. O sistema é uma mentira, a economia é ilusória, a modelo inexistente, a sensação de segurança (ou insegurança) imposta...

Não é difícil, bem, acho mais fácil digerir a mentira do que simplesmente ignorá-la...

E eu sei quem mente, quando mente...mas não se preocupe, mesmo que eu não seja discreta...ninguém fará nada, pois todos mentem!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sinceramente, depois de ler a notícia de que eu terei que pagar os impostos dos senadores, to com vontade de me suicidar. Vergonha de não fazer nada, ódio de se eu fizer é capaz de eu ir pra cadeia. Que merda de país é esse? Que povo é esse? Vcs são o que? Eu sou o que? Parabéns! Podemos nos considerar o povo mais idiota do mundo. Voltarei ao meu trabalho e se conseguir fazer uma caixinha, o que é mto difícil com os impostos que pago, vou embora. Ódio de todos vcs. POlíticos malditos, a praga que rogo é a infelicidade de todos os seus herdeiros, que toda a sua família tenham doenças incuráveis, que nunca tenham amores reais. Odeio vcs. Enfiem no rabo o dinheiro sujo que nos roubam. A nossa dignidade. A nossa educação. A nossa paz. Vcs vão pagar...ah se vão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

MORTE MORTOS

Um dos sentidos do Halloween/Finados está na sintonia com os que já partiram.


Devemos lhes enviar mensagens de amor e harmonia. Essa noite é de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. O altar deve ser adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. A energia deve ser adornada com muitas brincadeiras, dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza! Não devem faltar as tradicionais abóboras com velas dentro. E todos os presentes devem ouvir a seguinte explicação:


Na noite de Halloween comemora-se a morte do Deus e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa. A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente nessa jornada infinita de evolução.

Datas roubadas



A Alice veio me perguntar se vou rezar pro meu pai. Eu falo com ele todos os dias. Nunca na minha vida vou entender esse negócio de se criar um dia pra fazer algo específico. Aliás, sei como finados, natal, páscoa... foram criados, e além da pasmaceira social que se tem que fazer nestas datas, não sou parte dessa crença. Dentro de mim, todas essas datas comemorativas soam como uma grande farsa.  

Na minha alma sinto que essas datas encobrem um sentido real de contato com o mundo invisível. Elas tinham sentido. O Natal e a Páscoa eram datas que comemoravam a virada de estação. Um agradecimento aos deuses e um pedido para que os espíritos lhe concedessem boas colheitas. O próprio finados, data comemorada hoje, era para os Celtas o fim de um ciclo, de um ano produtivo, era quando a colheita tinha acabo de se encerrar e de ser estocada para ser consumida nos meses frios e escuros do inverno neste período nesta região. 

Nesta celebração do fim de um ano, acreditava-se que este seria o dia de maior proximidade entre os que estavam encarnados e os desencarnados. Nas festas, de muita alegria e comemoração por este fato também, cada um levava algo como uma vela ou uma luminária que era feita em gomos de bambu (ou abóboras), a fim de se iluminar os dias de inverno que estariam por vir. 

O povo e as terras Celtas foram dominadas pelos romanos, famosos por suas armas e estratégias de guerras e conquistas, porém pobre em intelectualidade. As culturas se misturaram e expandiram. E com a criação do cristianismo essa data (como todas as outras) foram transformadas em festas católicas. Pois era a melhor forma de fazer com que os pagãos se transferissem para a nova crença imposta pela igreja. Eles poderiam ter sidos originais, não acham?
Mas claro que com a mente direcionada para o material, esqueceram que essas crenças estão guardadas nas nossas almas, e nem com a Inquisição conseguiram apagar isso da memória do mundo. 

E não me rebelo contra quem vai aos cemitérios, isso pouco importa pra mim. Na verdade não compreendo porque as pessoas dão tanto valor a vermes, pois é isso que tem a 7 palmos da terra: ossos e vermes. Acho idiota. E contraditório. Pois se Jesus veio até aqui, morreu, ressuscitou, falou um monte sobre o amor e  Reino de Deus e continuamos a valorizar a matéria, é porque não foi entendido algo. 

Ninguém segue o que ele disse...Gente, as pessoas vão na igreja e escutam e leem essas palavras no livro mais famoso da cultura ocidental, mas simplesmente ignoram e julgam o próximo com falso moralismo. Confundiram a frase do "ame ao próximo como a ti mesmo" e acreditam que só podem amar os iguais. Não, isso é uma distorção. Ame, independente do quão diferente o seu irmão de mundo é, e não falo de cor, mas de crenças. Pois fazemos parte de uma mesma alma, enquanto um ser sofrer, todos sofreremos. 

E finalizando, todos nós morremos, e o que importa é como você amou, como você foi solidário, como tratou os irmãos de mundo. Não as porcarias das flores no túmulo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fim do Mundo


Pedras de fogo caem do céu e todos correm. Medo de morrer, medo do desconhecido. Passaram a vida toda escutando sobre o tal reino dos céus. Deus. Um tal de Jesus que veio e reencarnou. Todo santo ano a mesma ladainha, as mesmas músicas e enfeites. Compras. Inferno no estacionamento. Ceia farta. Programas especiais na semana natalina e presentes.
E aquelas pedras caindo do céu. Pessoas desesperadas.
- Oh, meu Deus, por que eu?
- Oh, não quero morrer!
Pessoas se escondem e rezam nas igrejas que são atingidas por bolas incandescentes, cruzes ardem e estatuetas ocas se desmancham. Fim do mundo? Apenas meteoros. Apenas a morte. Morte tão viva, presente em toda a história. Um pouco mais do que apenas uma morte, mas uma limpa. Uma catástrofe que tira os covardes, os sem alma, o material.
A igreja, casa do deus materializado pelo homem carnal. Do deus que é a sua imagem e semelhança. Mesquinho e tirano.
As bolas de fogo caem sobre todos, poucos sobrevivem, crianças inocentes, nem todas, pois muitas já estão dominadas pelo pensamento material, de que deus se transformou em homem e criou uma igreja com um monte de padre e dogmas. E regras e imoralidades.
O fogo se espalha pelas ruas, atinge as escolas, centro de adaptação ao mundo, à sociedade. Queimam cadernos e carteiras, livros que transportam histórias criadas para doutrinar o não questionamento. Pessoas imploram para que não sejam levados ao Reino de Deus.
Um desastre, uma chuva de pedras de fogo para limpar e deixar apenas os que creem no amor. Na solidariedade. Sem casas, carros e ruas. Mas sabedoria e compaixão.