ALMA
quando a alma não cala
sexta-feira, 2 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sem saída
Por que não fazem escolas assim com preço acessíveis? A cada passo de evolução damos 3 pra trás. É muito difícil as escolas deixarem de ser cadeias ou preparatório pra seres robóticos e ensinarem a seus alunos não somente o pensar, mas também o sentir?
As escolas estão cada vez mais caras e não correspondem aos meus desejos básicos de boa educação, não tenho escolha. Jogam um amontoado de regras, decidem qual o "padrão" que vão seguir e ou eu aceito, ou troco. Trocar pra onde? Curitiba até tem uma ou outra escola interessante, mas todas longe.
O pior é que já é a segunda escola em que coloco minha filha e ela começa a mudar seu foco depois que ela já está adaptada. Em Brasilia ela estudou numa escola maravilhosa, linda, com horta, mini zoo, piscina com direito a mini parque aquático. A mensalidade era baixa pros "padrões" brasilienses. Tínhamos acesso praticamente livre, vários finais de semana a escola era aberta aos pais, na adaptação ficávamos dentro da escola. Um verdadeiro sonho. Aí mudou o ano e trocou a direção (o detalhe é que minha filha amava a irmã que foi embora). Mas além disso a diretora nova quis mudar tudo, colocar ordem na casa. Um choque de ordem disciplinar. Que saco! Não podia mais entrar aqui, nem falar ali e fora q a Alice passava longe da figura, rsrs.
Até os finais de semana já não aconteciam mais.
Mas viemos embora pra Curitiba e aqui eu a coloquei numa outra escola. Simpatizei com ela porque tinha um aspecto acolhedor, mas também porque fui coagida por minha mãe. (Ela é uma ótima chantagista e não se entende com internet, então se ela souber disso eu irei atrás do ipê do X9). Acabei por aceitar e ela ainda está na mesma escola. E sabem o que aconteceu?
Mais uma vez a direção foi trocada, mais uma vez a pessoa quer mostrar que na gestão dela as coisas vão ser diferentes e além do mais, ainda uniram todas as escolas e transformaram em rede. Tem que seguir um padrão. Esse negócio de seguir padrão é bem a cara da classe média. Com tudo padronizado porque questionar? Como mudar? Qualquer pergunta terá uma resposta padrão...E isso me incomoda e muito.
Eu quero uma escola com diferencial. Minha filha não é padronizada e já já ela vai começar a demonstrar isso e se tornará um estorvo pra escola. Desejo pra minha filha que ela não seja apenas um peão no tabuleiro. Quero que ela tenha valores reais. Que comprar um carro zero não seja o objetivo principal de sua juventude. Que os bens materiais sejam apenas uma consequencia e não a meta.
Porém todas as escolas de classe média seguem a mesma tendência. Tem alguns aspectos que denotam cultura e saberes. Tem algumas que até falam em expressão corporal em vez de educação física, que lindo! Mas não dão liberdade. Ditam falas decoradas de manuais pedagógicos já decifrados por aqueles que questionam o mecanicismo com cara de humanismo. Jogam regras goela abaixo mas falam que a criança ali é o foco principal. Sim a criança é o foco principal, mas se ela depender apenas desse meio de aprendizagem, (o que acontece com muitos, pois os pais tbm estudaram em escolas que seguiam a mesma tendência) serão alienados. Futuros consumistas com discursos de sustentabilidade que qualquer marketeiro de meia tigela aprende.
E sabem o que é pior? Essa lavagem cerebral não custará por menos de R$400 mensais.
Claro que muitos vão discordar. Ui, regras são essenciais!
"Criança pequena necessita de regras porque ainda não consegue compreender princípios. Mas, à medida que ela vai crescendo, precisa aprender os princípios que regem a vida, para que as regras se tornem desnecessárias ou sejam utilizadas com autonomia e liberdade."
O problema é que ensinam apenas que regra é importante. Mas não mostram o caminho pra se livrarem dela. Atualmente vivemos num mundo tão cheio de regras que nem sabemos mais decidir o que é bom do que é obrigatório.
Também lembrei de outra fala de uma amiga muito admirada por mim, a Sheyla, ela coordenava o AREI na SEED quando eu trabalhava lá. Um dia ela disse que "as escolas apenas refletem a sociedade em que está inserida". Então o que posso esperar? Olhem bem onde moro. Digo bom dia e recebo uma cara feia...
Tenho que ir embora mesmo!!! Mas acho que por enquanto deixo ela no mesmo lugar, porque aqui não há saída!!!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A Batalha da Copel - Parte 1
Eu trabalhava com o Deputado Eli Ghellere na época. Ele tbm votou contra a Copel, brigou e defendeu o patrimônio paranaense, junto com tantos outros parlamentares e tbm como povo, que foi em peso. Sinto orgulho de ter feito parte dessa parte da história.
Vi amigos, como o Claudião, levando surra da PM. Tentei colocar outras pessoas, conhecidas ou não ali dentro para defender o que é nosso!
Precisamos desse povo unido novamente para conseguir resgatar nossa cidade, nosso estado!
Vi amigos, como o Claudião, levando surra da PM. Tentei colocar outras pessoas, conhecidas ou não ali dentro para defender o que é nosso!
Precisamos desse povo unido novamente para conseguir resgatar nossa cidade, nosso estado!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Complô d'alma
Morrer deve ser um presente para a alma. Não sei porque existe tanto medo, tantas maneiras de fugir da morte. Acredito que possa ser o medo do desconhecido. Ué, mas as pessoas não se dizem tão cheias de fé? Então porque não creem que do outro lado possa ser melhor. Ficam não apenas adiando, mas desesperadas com a notícia de que podem vir a ir.
Compreendo que morrer na flor da idade seja dolorido para os que ficam. Também não sou cruel o suficiente para pensar na minha morte no momento atual, tenho uma família linda e não quero deixa-la. Mas já fui muito amiga da morte, já quis que ela me levasse várias vezes. Mas ela nunca me quis. E eu interiorizei todo aquele blábláblá de que se eu me matar irei para o inferno. E sempre tive medo de tentar ir embora com minhas próprias mãos e sofrer eternamente por não querer ficar aqui.
Mas descobri o amor. Apenas o amor vale a pena. Primeiro descobri o amor por mim mesma, faz algum tempo, em contato com pessoas leves e com a Deusa. Não sabia muito bem lidar com essas coisas. Nem comigo, nem com o amor e muito menos com a Grande Mãe. Também não tinha muito o que fazer com esse sentimento, raro e obsoleto no mundo atual. Apesar de sentir uma espécie de amor universal, não conseguia transmitir isso. Porque no amor não existe hipocrisia, e as relações pessoais do mundo comercial são baseadas em mentiras, interesses e poderes. Logo, o que fazer com esse amor? Estava quase desistindo de lidar com todo esse sentimento que explodia em mim quando encontrei uma pessoa rara, que sabe o que é amor e não é hipócrita. Ele me ensina, e muito mais do que isso, me compreende. Essa é a prova de que somos almas gêmeas.
Juntos criamos uma vida que tentamos educar não apenas com amor, mas com princípios que batem de frente com a sociedade. Muito difícil isso. Sinto a ironia de pessoas que não compreendem o que falo, ou que se compreendem, não gostam. Pois, como disse antes, vivemos numa base hipócrita, e as pessoas não sabem lidar com verdades da alma. Não as culpo, para sentir é necessário ter coragem de olhar para dentro de si. E infelizmente vivemos numa época que o mundo está apenas fora, por isso tantos livros de auto ajuda. Não se suportam, mas adoram as aparências. Um mundo fake e sem recheio.
Outra coisa que compreendi ao longo dos anos é que não estou aqui atoa. Deixo minha alma livre para sentir. Quando algo dói, deixo que doa até o fim. Sem subterfúgios (remédios, drogas ou shoppings), pois dali, daquele fundo de poço aparece alguma resposta. As vezes ininteligíveis, mas dou tempo ao tempo para que se torne sólido e enfim eu possa compreender.
Apesar de ser muito difícil e dolorido viver dessa maneira, é a única maneira que sei viver. Minha alma fala mais alto do que eu. Ela faz um COMPLÔ para me mostrar o caminho e também essas palavras! E pretendo sempre seguir suas ordens, para assim ir embora em paz...daqui alguns bons anos!
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